Kleiton Reis

julho 2, 2026

Local SEO e GEO para hotéis

Local SEO e GEO para hotéis: como aparecer no Google e nas IAs antes das OTAs

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O viajante digita “hotel em [cidade]” no Google. Os primeiros resultados são Booking.com, Expedia, Decolar. Seu hotel aparece mais abaixo, se aparecer. É evidente o paradoxo: o hotel é o produto, mas aparece atrás de quem apenas o revende. O problema é que você não está aplicando técnicas de Local SEO e GEO para hotéis.

O custo dessa invisibilidade é preciso: segundo análise da EHL Insights e dados consolidados pelo portal especializado Hospitality Net, as comissões das OTAs para hotéis independentes variam hoje entre 15% e 30%. Para um hotel que gera R$ 2 milhões em receita via OTAs por ano, isso representa entre R$ 300 mil e R$ 600 mil pagos às plataformas. Para sempre, em cada reserva.

E o cenário está mudando em duas frentes ao mesmo tempo. De um lado, motores de busca tradicionais. De outro, uma nova geração de buscas via IA: segundo pesquisa da Phocuswire, 50% dos viajantes esperam usar IA para planejar suas viagens nos próximos 12 meses. Um hotel que não aparece nesses resultados está invisível para metade do mercado de amanhã.

Este guia cobre os dois vetores: Local SEO, para dominar as buscas no Google Maps e Local Pack, e GEO (Generative Engine Optimization), para ser citado quando viajantes perguntam ao ChatGPT, Perplexity ou Gemini onde se hospedar.

O que é Local SEO para hotéis e por que é diferente do SEO tradicional

SEO on-page, off-page e local: qual é a diferença?

SEO on-page cobre as otimizações dentro do próprio site: conteúdo, estrutura de URLs, metadados, velocidade de carregamento e experiência do usuário. SEO off-page constrói reputação e autoridade fora do site, por meio de links, menções em outros domínios e avaliações em plataformas externas.

Local SEO combina os dois, mas adiciona uma camada que muda o jogo: a intenção geográfica. Quando o Google percebe que uma busca tem contexto de localização, seja explícito como “hotel em Roma” ou implícito como “hotel perto daqui”, ele ativa um conjunto diferente de sinais no algoritmo. Esses sinais determinam o que aparece no mapa, no Local Pack e nos resultados orgânicos locais.

Segundo dados do Whitespark Local Search Ranking Factors 2026, pesquisa realizada com 47 especialistas em SEO local avaliando 187 fatores, os pesos dos sinais no algoritmo do Local Pack são:

  • Sinais do Google Business Profile: 32%
  • Sinais on-page: 19%
  • Sinais de avaliações: 16%
  • Sinais de links: 15%
  • Sinais comportamentais: 8%
  • Sinais de citações (NAP): 7%
  • Personalização: 3%

O dado mais importante: GBP e avaliações juntos respondem por quase 50% do peso do algoritmo, e os dois são diretamente controláveis pelo hoteleiro.

Os três pilares do algoritmo local do Google

  • Relevância: correspondência entre o perfil do hotel, o conteúdo do site e o que o viajante está buscando. Um hotel que nunca menciona “café da manhã incluso” no perfil vai perder para um concorrente que menciona, quando o viajante busca exatamente isso.
  • Distância: proximidade geográfica entre o hotel e o ponto de busca do viajante. Um hotel não muda de endereço, mas o hoteleiro pode influenciar como o Google entende seu raio de relevância ao trabalhar com referências de bairro, pontos turísticos próximos e conteúdo geolocalizado.
  • Proeminência: reconhecimento do hotel na web. Avaliações, links externos, menções em portais de turismo e autoridade de domínio. Este é o pilar com maior margem de influência ativa.

Google Business Profile: o ativo mais subutilizado da hotelaria

O Google Business Profile (GBP), cujo rebranding do antigo Google My Business foi iniciado em novembro de 2021, é a base de qualquer estratégia de Local SEO. É por ele que o Google exibe o hotel no Local Pack, no mapa e no Knowledge Panel — aquele painel lateral com fotos, avaliações e informações de contato.

A diferença entre um perfil básico e um perfil completo é substancial. Segundo o relatório State of Google Business Profile 2026 da Birdeye, perfis verificados geram até 4 vezes mais visitas ao site e aumentos de dois dígitos em chamadas e solicitações de rota. Perfis não verificados perdem visibilidade progressivamente à medida que o ecossistema matura: em 2026, 76% dos perfis já estão verificados.

Hotels especificamente têm o maior volume de visualizações mensais entre todos os segmentos analisados. Segundo estudo da BrightLocal com 45.000 perfis locais, hotéis recebem 47% de suas visualizações via busca e 53% via Maps, a divisão mais equilibrada entre todos os setores, indicando que viajantes usam os dois canais intensamente.

Checklist de otimização completa do GBP

NAP consistente: Nome, Endereço e Telefone precisam ser idênticos no GBP, no site e em todos os diretórios externos. Segundo a BrightLocal, empresas com NAP consistente nas principais fontes de citação têm 40% mais probabilidade de aparecer no Local Pack. A Whitespark confirma que inconsistências de NAP geram penalidades mensuráveis de ranqueamento em mercados competitivos.

Categorias: “Hotel” como categoria principal. Categorias secundárias ampliam a superfície de ranqueamento para buscas filtradas. Segundo dados da Birdeye, 86% das impressões no GBP vêm de buscas por categoria, não por nome da marca — o que torna a seleção de categoria o fator individual mais impactante no ranqueamento local, conforme também apontado pelo Whitespark 2026.

Descrição otimizada: incluir naturalmente o nome da cidade, bairro, pontos de referência próximos e diferenciais. Não é espaço para texto genérico: é sinal de relevância. A Localo, ao analisar mais de 2 milhões de perfis, descobriu que 75% dos negócios nas posições 1 a 3 do Local Pack têm descrição completa, contra menos de 40% nas posições 11 a 20.

Atributos: Wi-Fi gratuito, estacionamento, pet-friendly, piscina, academia, café da manhã incluso. Cada atributo marcado é sinal de relevância para buscas filtradas. Os atributos também são lidos por IA ao responder perguntas como “hotel com estacionamento em [cidade]”, quem não declarou o atributo simplesmente não existe nessa resposta.

Fotos e vídeos: o perfil médio do negócio que ranqueia no Local Pack tem mais de 11 fotos, contra 6 fotos dos que não ranqueiam, segundo a BrightLocal. Perfis com fotos de clientes recebem 42% mais solicitações de rota do que perfis com apenas fotos da própria empresa. Vídeos são visualizados 2 vezes mais do que fotos, mas apenas 4% dos perfis os usam.

Posts e ofertas: posts com imagens recebem mais de 150% de visualizações em relação a posts sem imagem, segundo dados da SOCi. Negócios que postam semanalmente no GBP recebem, em média, 28% mais cliques no site e 42% mais solicitações de rota do que os que postam mensalmente.

Q&A: a seção de perguntas e respostas pode ser respondida por qualquer usuário. Gerenciar proativamente, criando perguntas frequentes com respostas precisas, evita desinformação e adiciona conteúdo indexável. O formato Q&A também alimenta diretamente as respostas de IA, que frequentemente utilizam esse padrão para estruturar respostas conversacionais.

Google Hotels: hotéis com GBP completo podem ativar a integração com o Google Hotels, que exibe tarifas e disponibilidade diretamente nos resultados de busca. Isso posiciona o canal direto lado a lado com Booking.com e Expedia no momento da comparação de preços, sem comissão por reserva gerada.

Avaliações online: o fator de ranqueamento que também converte

O algoritmo do Google avalia três dimensões das avaliações como sinal de ranqueamento: volume total, frequência de novas avaliações e nota média. Hotéis são um segmento de alto volume: a média do setor é de aproximadamente 309 avaliações por propriedade, segundo a Trustmary.

A cadência importa tanto quanto o acumulado. Cem avaliações de dois anos atrás pesam menos do que sessenta distribuídas nos últimos doze meses. Negócios que mantêm uma janela ativa de avaliações recentes passam o “teste dos 30 dias” que 73% dos compradores aplicam antes de decidir.

Segundo a Localo, ao analisar mais de 2 milhões de perfis, negócios nas posições 1 a 3 do Local Pack têm, em média, mais de 240 avaliações. Cada nova avaliação no GBP pode gerar, segundo a Birdeye, mais de 600 impressões adicionais de busca, 80 visitas ao site, 63 solicitações de rota e 16 chamadas.

Estratégia ativa de captação de avaliação vs. gestão reativa

Pedir avaliação é permitido pelas diretrizes do Google. O que não é permitido é oferecer qualquer incentivo em troca. A abordagem correta: pedir no momento certo, pelo canal certo.

O momento ideal é logo após o check-out, quando a experiência ainda está fresca. QR code na chave do quarto, e-mail pós-estadia com link direto para o GBP e mensagem no WhatsApp são os canais com maior taxa de conversão. A regra: facilitar ao máximo o caminho entre a intenção de avaliar e o clique.

Para mercados competitivos, a meta prática é de 15 ou mais avaliações novas por janela de 90 dias, com pelo menos 1 a 3 por semana, ritmo que mantém o sinal de velocidade ativo para o algoritmo.

Como responder avaliações para melhorar ranqueamento e percepção

As respostas às avaliações são indexadas pelo Google. Incluir naturalmente o nome do hotel, a localização e os serviços relevantes nas respostas adiciona conteúdo otimizado ao perfil.

Segundo a LocaliQ, 97% dos leitores de avaliações também leem as respostas.

Responder apenas às avaliações negativas é um erro de percepção e técnico. A prática correta é responder todas as avaliações, personalizando cada resposta.

Para avaliações negativas, a estrutura mais eficaz: agradecer o feedback, reconhecer o problema sem justificativas excessivas, apresentar o que foi ou será corrigido e convidar o hóspede para uma nova experiência. Uma resposta bem elaborada transforma crítica pública em demonstração de gestão profissional.

TripAdvisor, Booking.com e outros: reputação além do GBP

Manter avaliações consistentes em múltiplas plataformas, como Google Maps, TripAdvisor, Booking.com, contribui para a proeminência geral do hotel na web.

Embora o Google não confirme publicamente que importa reviews externos como sinal de ranking direto, a presença sólida nessas plataformas gera menções, links e citações de NAP que reforçam a autoridade percebida pelo algoritmo.

A Whitespark aponta explicitamente que citações de todos os tipos estão ganhando importância com a ascensão da IA, que usa dados de múltiplas fontes para validar a existência e relevância de um negócio.

SEO on-page com foco local: o site do hotel como ativo de busca

Elementos técnicos essenciais

Estrutura de URL e arquitetura do site: organizar o site de forma que páginas de quartos, localização, restaurante e pacotes sejam facilmente rastreáveis pelo Google, com URLs descritivas e hierarquia clara.

Title tags e meta descriptions: incluir palavras-chave geográficas naturalmente. “Hotel boutique no Centro Histórico de Salvador” performa melhor do que “Hotel Premium Classe A”. Segundo dados da First Page Sage, a posição 1 no Local Pack recebe 24,4% dos cliques; a posição 2, 13,3%; e a posição 3, 8,6%, um gradiente que torna cada posição recuperada altamente valiosa em termos de tráfego.

Página de localização: endereço em texto corrido (não apenas em imagem ou mapa), Google Maps embutido, pontos de referência próximos e instruções de acesso. Esta página é um dos principais sinais de relevância geográfica para o algoritmo.

Schema markup Hotel e LodgingBusiness: um estudo de Nicolas Sitter que escaneou 121.425 páginas de hotéis em 7 países encontrou que apenas 10,6% têm Schema.org de qualidade, com nota média de 14,3 em 100 e mediana de zero. De todos os hotéis com JSON-LD, apenas 32,4% usam o tipo correto (Hotel ou LodgingBusiness); os demais usam Organization ou LocalBusiness, tipos genéricos que perdem os campos específicos de hotelaria.

Schema bem implementado permite que o Google exiba rich snippets (estrelas, faixas de preço) nos resultados, aumentando CTR sem mudança de posição.

É o sinal estruturado que mais diretamente alimenta respostas de IA sobre atributos da propriedade.

Velocidade e Core Web Vitals: impacto direto no ranqueamento mobile, onde a maioria das buscas de hotel acontece. Um site que carrega em mais de 3 segundos perde o viajante antes de mostrar o primeiro quarto.

Conteúdo local como estratégia de ranqueamento

Páginas e posts que respondem buscas do tipo “o que fazer em [cidade]” e “hotel perto de [atrativo turístico]” cumprem duas funções: ranqueiam para termos que as OTAs geralmente não disputam e capturam o viajante no estágio de planejamento, antes de ele decidir onde se hospedar.

Um hotel em Florianópolis que publica conteúdo sobre “o que fazer em Florianópolis no verão” aparece para viajantes que ainda estão decidindo o destino. Se o conteúdo for útil, o hotel tem vantagem de marca quando a decisão de hospedagem chegar.

Exemplos de conteúdo com alto potencial de ranqueamento: guias de bairro, calendários de eventos locais, roteiros por perfil de viajante (famílias, casais, grupos) e comparativos de atrações próximas.

Esse mesmo conteúdo, quando bem estruturado com headings claros e dados objetivos, é o tipo preferido pelos LLMs para compor respostas. A pesquisa GEO: Generative Engine Optimization, publicada pelos pesquisadores de Princeton, Georgia Tech, Allen Institute for AI e IIT Delhi na conferência ACM SIGKDD 2024, testou 10.000 consultas em múltiplos motores de busca generativos e descobriu que adicionar estatísticas ao conteúdo é a tática de GEO mais eficaz, aumentando a visibilidade em respostas de IA em até 41%.

Link building local e citações: autoridade que o Google reconhece

Para ranqueamento local, um link de um portal regional de turismo vale mais do que um link de um site genérico de alto tráfego sem relação com o mercado local. O Google avalia a relevância geográfica e temática do domínio que aponta para o hotel, não apenas a autoridade absoluta.

Fontes de links locais relevantes para hotéis: imprensa regional, blogs de turismo com audiência específica do destino, sites de prefeituras e secretarias de turismo, guias de eventos locais, associações de hotelaria e turismo.

Além dos links, as citações de NAP (menções ao nome, endereço e telefone sem necessariamente incluir um link) também contribuem para a proeminência no algoritmo local. Diretórios como TripAdvisor e Booking.com funcionam como citações estruturadas que reforçam a consistência dos dados do hotel.

Segundo a Whitespark, citações de todos os tipos estão ganhando relevância na era da IA, que usa essa consistência de dados para validar a existência de uma entidade como legítima e citável.

GEO: como o hotel aparece nas respostas de IA

Enquanto o Local SEO foca em ser encontrado no Google, o GEO foca em ser citado quando alguém pergunta a uma IA onde se hospedar. São canais diferentes com lógicas parecidas, mas não idênticas.

A escala do problema já é mensurável. Segundo pesquisa da Phocuswire com base em estudo da Accenture, 50% dos viajantes esperam usar IA para planejar suas próximas viagens. A Statista reporta que 80% dos viajantes globais estão abertos a usar IA no planejamento, reserva e experiência de hospedagem.

Segundo survey da Expedia Group com 5.700 adultos nos EUA, Reino Unido e Índia, 53% estão confortáveis em deixar a IA sugerir opções de viagem, 42% usam ou usariam IA para monitorar preços e 40% para construir roteiros. O uso de IA para recomendações de negócios locais, segundo a BrightLocal 2026, cresceu de 6% para 45% em um único ano.

Nesses cenários, o viajante não recebe uma lista de 10 links. Recebe 2 a 5 hotéis recomendados pela IA, com justificativa. O hotel que não aparece nessa resposta não existe para esse viajante.

As cinco alavancas de GEO para hotéis

1. Adicionar estatísticas e dados verificáveis ao conteúdo

É a tática individual de maior impacto. Segundo a pesquisa de Princeton/Georgia Tech/IIT Delhi apresentada no KDD 2024, conteúdo com estatísticas tem visibilidade em respostas de IA até 41% maior. Páginas que descrevem o hotel com dados concretos, como taxa de ocupação histórica, número de quartos, distância em metros dos pontos turísticos, nota média com base em X avaliações, têm muito mais chance de ser citadas do que textos de marketing genérico.

2. Schema markup completo com Hotel e campos de atributos

Os tipos Hotel e LodgingBusiness em JSON-LD são lidos por crawlers de LLMs como dados estruturados confiáveis. O campo amenityFeature é especialmente relevante: sistemas de IA o usam para responder perguntas sobre facilidades específicas sem precisar ler o texto da página. Dado que apenas 10,6% dos hotéis têm Schema de qualidade, implementar isso corretamente é uma vantagem competitiva imediata.

3. Presença em fontes com alta autoridade de citação

A pesquisa GEO de Princeton identificou que distribuir conteúdo para uma ampla gama de publicações pode aumentar as citações por IA em até 325% comparado a publicar apenas no próprio site.

Fontes que LLMs citam com frequência incluem Wikipedia, TripAdvisor, publicações de imprensa com alta autoridade de domínio, guias editoriais de turismo e portais especializados em hotelaria. Um hotel mencionado positivamente nessas fontes tem muito mais chance de ser incluído em respostas de IA.

4. Conteúdo em formato pergunta-resposta

LLMs sintetizam respostas a partir de fontes que já usam o formato de pergunta e resposta. Um FAQ bem estruturado na página do hotel, como “Qual é a política de check-in?”, “O hotel aceita pets?”, “Quais atrações ficam a pé?”, é absorvido diretamente por modelos que precisam responder perguntas similares de viajantes.

O GBP também aceita Q&A: cada par de pergunta-resposta adicionado proativamente é dado estruturado que alimenta tanto o Google quanto plataformas de IA que rastreiam o perfil.

5. Reputação consistente e coerente em múltiplas plataformas

Segundo pesquisa publicada pela Customer Alliance, 81% dos viajantes leem avaliações antes de reservar e 70% dizem que a reputação afeta diretamente a escolha. LLMs sintetizam reputação a partir de múltiplas fontes simultaneamente: Google, TripAdvisor, Booking.com, menções em blogs e imprensa.

Um hotel com nota alta e consistente em múltiplas plataformas tem o perfil de autoridade que os modelos reconhecem como citável. Inconsistências de informação entre plataformas, como horários diferentes, endereço ligeiramente diferente, nome com grafia variada, criam ambiguidade que leva o modelo a omitir ou hesitar na recomendação.

Local SEO e GEO para hotéis com múltiplas unidades

Redes hoteleiras com múltiplas unidades na mesma cidade ou em cidades próximas enfrentam o risco de canibalização: duas unidades competindo pela mesma busca, dividindo autoridade e confundindo o Google sobre qual perfil é mais relevante.

A estrutura correta começa no GBP: um perfil por unidade, com NAP específico de cada propriedade, fotos próprias e descrição que diferencia cada hotel da rede. URLs também precisam ser individualizadas: /hotel-paris/ e /hotel-bordeaux/ performam melhor do que uma página única de “nossas unidades”.

O equilíbrio entre estratégia de marca e estratégia local define o sucesso: o nome da rede constrói autoridade compartilhada; o conteúdo e os sinais locais de cada unidade constroem relevância geográfica individual.

Como medir o desempenho do Local SEO e do GEO

  • Métricas do GBP: visualizações do perfil, cliques no site, ligações iniciadas, solicitações de rota e reservas diretas atribuídas ao perfil. O GBP fornece esse painel nativamente com comparação de períodos.
  • Google Search Console: impressões e cliques para termos locais. Permite identificar quais buscas geográficas já trazem o hotel nos resultados e quais têm impressões altas mas CTR baixo, oportunidade de otimização de title tag e meta description.
  • Posição no Local Pack: o Search Console não monitora posição no Local Pack diretamente. Ferramentas como BrightLocal, Whitespark e Local Falcon permitem fazer esse rastreamento por localização, permitindo visualizar a posição em buscas feitas de diferentes pontos da cidade.
  • Monitoramento de citações em IA: plataformas como Perplexity, BrandMentions e ferramentas emergentes de rastreamento de LLM permitem monitorar se e como o hotel está sendo citado em respostas generativas. É uma prática ainda em formação, mas já acionável para propriedades em destinos competitivos.
  • CAC por canal: este é o argumento mais convincente para justificar investimento em Local SEO. Segundo dados da HotelsSEO, o custo de aquisição de uma reserva direta via SEO e PPC combinados fica tipicamente entre 5% e 12% do valor da reserva. OTAs cobram entre 15% e 30%, permanentemente, em cada reserva. Hotéis que migram 10% das reservas de OTA para direto economizam entre 8% e 15% dos custos totais de comissão.

Vale lembrar que reserva direta só se converte quando o site tem um motor de reservas eficiente. O guia completo da Asksuite sobre motor de reservas para hotéis explica como essa infraestrutura funciona, o que avaliar na escolha e como ela impacta diretamente o CAC do canal direto.

Segundo projeção da Skift Research, os canais diretos de hotéis podem superar as OTAs como canal digital dominante até 2030, impulsionados exatamente pela combinação de melhores ferramentas de SEO, busca via IA e programas de fidelidade diretos.

Perguntas frequentes sobre Local SEO e GEO para hotéis

P: O que é Local SEO e GEO para hotéis?

R: Local SEO para hotéis é o conjunto de estratégias que aumenta a visibilidade de um hotel nas buscas do Google com intenção geográfica, como “hotel em [cidade]” ou “hotel perto de [atrativo]”. Diferente do SEO tradicional, o Local SEO ativa sinais específicos do algoritmo relacionados a localização, relevância local e reputação. Para hotéis, é especialmente relevante porque compete diretamente com as OTAs nos resultados que o viajante vê no momento da decisão de compra.

P: Como fazer meu hotel aparecer no Google Maps?

R: O passo principal é criar e otimizar o Google Business Profile. O perfil precisa ter NAP consistente com o site e demais diretórios, fotos atualizadas com frequência, categorias corretas e avaliações recentes com respostas ativas. Segundo a BrightLocal, empresas com NAP consistente têm 40% mais probabilidade de aparecer no Local Pack. Perfis com mais de 15 fotos recebem significativamente mais interações do que perfis com menos imagens.

P: Local SEO e Google Ads são a mesma coisa?

R: Não. Google Ads é mídia paga: o hotel paga por clique e aparece enquanto o budget existir. Local SEO é ranqueamento orgânico, construído ao longo do tempo. Os dois são complementares mas com papéis distintos. Mídia paga gera resultado imediato. Local SEO constrói um ativo de longo prazo cujo custo de aquisição por reserva é decrescente e tende a zero para hóspedes que retornam.

P: Quanto tempo leva para ver resultados com Local SEO?

R: Os primeiros sinais aparecem em 60 a 90 dias para hotéis com GBP completo e NAP consistente em destinos com menor concorrência. Em mercados competitivos, como grandes capitais ou destinos turísticos disputados internacionalmente, o prazo pode ser significativamente maior. Resultados consistentes em posição no Local Pack e aumento de reservas diretas levam de 6 a 12 meses. Local SEO é acumulativo: cada otimização, avaliação e link soma ao que já existe.

P: Qual a diferença entre SEO local e SEO para viagens?

R: SEO local foca em buscas com intenção geográfica explícita: o viajante já sabe o destino e está buscando onde se hospedar. SEO para viagens cobre buscas mais amplas de planejamento: “melhores destinos no Brasil”, “o que fazer em [cidade]”, “roteiro de fim de semana”. A estratégia ideal combina os dois: Local SEO para capturar demanda de curto prazo, conteúdo de viagem para atrair viajantes ainda no início do planejamento, antes de escolherem o hotel.

P: O que é GEO e como ele se diferencia do SEO para hotéis?

R: GEO (Generative Engine Optimization) é o conjunto de práticas que aumenta a probabilidade de o hotel ser mencionado em respostas geradas por IA — ChatGPT, Perplexity, Google Gemini, Microsoft Copilot. O conceito foi formalizado em pesquisa peer-reviewed de Princeton, Georgia Tech, Allen Institute for AI e IIT Delhi, apresentada na ACM SIGKDD 2024, que testou 10.000 consultas em múltiplos motores generativos. Enquanto o SEO local foca em sinais como GBP, avaliações e NAP, o GEO foca em ser uma fonte citável para modelos de linguagem: conteúdo com dados verificáveis, Schema markup completo, presença em publicações de autoridade e consistência de reputação em múltiplas plataformas. As duas estratégias se complementam: a base técnica e de conteúdo construída para SEO local é a mesma que alimenta a visibilidade em IA.

P: Meu hotel precisa estar no Wikipedia para aparecer no ChatGPT?

R: Não necessariamente, mas presença em fontes de alta autoridade indexadas por LLMs aumenta significativamente a probabilidade de citação. Isso inclui TripAdvisor, publicações de imprensa com alta autoridade, guias editoriais de turismo e portais especializados. A pesquisa de Princeton identificou que distribuir conteúdo para múltiplas publicações pode aumentar citações em IA em até 325% comparado a publicar apenas no site do hotel.

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