Cada vez mais ouvimos falar em tarifa dinâmica na hotelaria. Mas, talvez, a sua utilização em aplicativos de mobilidade seja a mais conhecida para o público em geral.
Sabe quando você pensa em chamar um carro para ir para um lugar usando um desses apps, olha o valor e ele está super baixo? Você fica feliz e vai se arrumar. Porém, após alguns minutos, o valor sobe e você se arrepende por não ter chamado o aplicativo antes, certo?
Então, este cenário é justamente a aplicação de uma estratégia de preço chamada tarifa dinâmica ou flutuante. Isso quer dizer, em termos gerais, que o preço varia de acordo com a demanda e oferta.
Como vocês podem ver, a tarifa dinâmica pode ser uma benção ou maldição para o consumidor! Mas qual a vantagem desta estratégia para a empresa, ou melhor, para o seu meio de hospedagem?
Neste texto, vou explicar por que essa estratégia é aplicada e como a hotelaria pode se beneficiar de seu uso. Vou também dar exemplo prático de sua aplicação e falar um pouco da história por trás da tarifa dinâmica.
Aliás, você sabia que o turismo foi pioneiro em seu uso, começando pela aviação, e só depois a hotelaria adotou essa abordagem de preços?
Onde tudo começou
A primeira companhia aérea a trabalhar com tarifa dinâmica foi a American Airlines. Durante os anos 80, a empresa sentiu a necessidade de criar uma metodologia de preços para que ela pudesse se diferenciar das concorrentes que chegavam no mercado com uma tarifa mais econômica.
Foi nesse momento que a empresa começou a entender que nem todo fluxo de passageiros era igual. Sendo assim, por que manter uma tarifa fixa?
A partir daí, a empresa americana começou a adotar a seguinte lógica:
- diminuir o preço conforme a antecedência em que os passageiros compravam suas passagens
- aumentar o valor conforme a data fosse se aproximando.
Além dessa questão do tempo de compra, a American Airlines passou a avaliar também o número de pessoas em cada voo, ou seja, a demanda.
É exatamente em cima dessa lógica que a hotelaria e as estratégias de revenue funcionam atualmente.


Sabemos que montar uma estratégia de revenue pode ser complicado. Por isso, montamos esse ebook gratuito com 5 Checklists de Revenue Management indispensáveis na hotelaria: Diário, Semanal, Mensal, Trimensal e Anual. Baixe agora o seu e otimize sua receita:
[button link=”https://content.asksuite.com/pt-ebook-checklist-cm-rm” type=”big” color=”orange” newwindow=”yes”] Checklist Revenue Management[/button]
Aplicação das tarifas dinâmicas na hotelaria
Vamos analisar o cenário do turismo. A grande maioria dos os locais turísticos possuem um período de alta e baixa temporada. Ou seja, existe uma época em que as pessoas viajam mais e outra em que a demanda de reservas é escassa.
Geralmente, fatores como o clima, por exemplo, que determinam a procura por um determinado local. Portanto, em tempos em que o clima não é favorável fica mais barato viajar. Quem quer ir para um lugar de praia em temporada de chuva? É aí que começamos a ver a tarifa dinâmica na prática.
Vamos usar como exemplo um hotel que esteja localizado na serra longe da praia. Normalmente, nos meses de abril a setembro, a serra tem sua fase de alta temporada, pois é a época um pouco mais fria aqui no Brasil.
Já nos meses de outubro a março, a tendência é que essa ocupação diminua, visto que o clima esquenta e os turistas tendem a procurar destino de litoral. Como lidar com essa sazonalidade? É aí que entra a tarifa dinâmica e a velha lei da oferta e demanda.
O cenário ideal para esse hotel é que ele flutue em seu tarifário, ou seja, aplique a tarifa dinâmica da seguinte forma:
- Tarifa mediana nos meses de abril e maio, já que é o período que ainda não temos um inverno tão rigoroso
- Tarifa alta nos meses de junho e julho, visto que é a época em que o clima pede um chocolate quente e uma lareira
- Tarifa mediana entre agosto e setembro, já que setembro é o mês da transição entre inverno e primavera.
Você sabe qual a maneira mais rápida de aumentar o RevPAR? Neste texto, explicamos para você como calcular o RevPar de forma correta, sem prejudicar a rentabilidade: [Como calcular RevPar]
Exemplo prático
É comum os hotéis usarem a BAR ( Best Available Rate ), sigla em inglês que quer dizer“ Melhor tarifa disponível“. Cada hotel cria níveis de BAR de acordo com uma planilha de custos x ocupação.
A BAR 1 é sempre a tarifa mais cara, conhecida também como tarifa Rack ou Balcão e, conforme o valor for diminuindo, o número após a sigla vai subindo. Segue exemplo abaixo:


Vale ressaltar que cada hotel possui um custo específico. Desta forma, os níveis de bar podem aumentar ou diminuir, assim como também sua associação com a taxa de ocupação.
Considerações finais sobre tarifário na hotelaria
Além de adotar uma estratégia de tarifa dinâmica, é muito importante que seu hotel ofereça uma tarifa mais barata em reservas diretas do que nas OTAs, como a Booking ou a Expedia, por exemplo. Isso significa que quando o cliente quando ligar ou mandar e-mail para o hotel, ele deve sempre encontrar uma tarifa mais atrativa, uma vez que não há comissionamento de nenhum canal de venda.
Esperamos que esse artigo possa lhe ajudar. Inscreva-se na nossa newsletter e acompanhe todas as nossas dicas.





